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São Jerônimo (340-420).

[Esse texto abaixo foi traduzido pelo "google tradutor", serve apenas como referencia para estudo, ver o link original ao fim para melhor confiabilidade]

De Viris Illustribus

por Jerome , traduzido por Ernest Cushing Richardson para o inglês.

Da série Padres de Nicéia e Pós Nicéia, publicado 1893 (aviso de domínio público ) 

 Conteúdo

Capítulo 1 (Simão Pedro) 

Simão Pedro, filho de João, a partir da aldeia de Betsaida, na província da Galileia, irmão de André, o apóstolo, eo próprio chefe dos apóstolos, depois de ter sido bispo da igreja de Antioquia e de ter pregado aos Dispersão - os crentes em circuncisão, no Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia - empurrou a Roma, no segundo ano de Cláudio para derrubar Simão, o Mago, e ocupou a cadeira sacerdotal lá por 25 anos até o último, que é o décimo quarto, ano de Nero. Às suas mãos, ele recebeu a coroa do martírio sendo pregado na cruz com a cabeça em direção ao chão e os pés levantados para o alto, afirmando que ele era indigno de ser crucificado da mesma maneira como o seu Senhor. Ele escreveu duas epístolas que são chamados Católica, o segundo dos quais, por causa de sua diferença em relação a primeira em grande estilo, é considerado por muitos para não ser por ele. Então, também o Evangelho segundo Marcos, que foi seu discípulo e intérprete, é atribuído a ele. Por outro lado, os livros, um dos quais tem direito seus Atos, outro seu Evangelho, um terço de sua pregação, uma quarta de sua revelação, um quinto o seu "julgamento" são rejeitados como apócrifos.
Enterrado em Roma, no Vaticano, perto da forma triunfal ele é venerado por todo o mundo.

São Jerônimo (340-420).

Contra Vigilâncio
São Jerônimo.

Capítulo I
 
O mundo pariu muitos monstros. Em Isaías lemos sobre centauros, corujas e pelicanos. Jó, em linguagem mística, descreve Leviatã e Behemoth. Cérbero e os pássaros de Estínfalo, o porco de Erimantéia e o leão de Neméia, a Chimera e a Hidra de muitas cabeças são citadas em fábulas poéticas. Virgílio descreve Caco. A Espanha criou Gerion, com seus três corpos. Somente a Gália não teve monstros e sempre contou com homens ricos em coragem e grande eloqüência... Isto até Vigilâncio - ou, mais propriamente, "Dormilâncio" - que surgiu, animado por um espírito imundo, para lutar contra o Espírito de Cristo e negar aquela reverência religiosa que devemos prestar aos túmulos dos mártires. As vigílias - afirma ele - devem ser condenadas. O "Aleluia" nunca deve ser cantado senão na Páscoa. A continência é uma heresia. A castidade, uma cama preparada para a concupiscência. E assim como dizem que Eufórbio renasceu na pessoa de Pitágoras, então temos que neste (=Vigilâncio) ressuscitou a mente corrompida de Joviniano. Nele, não menos que em seu predecessor, encontramos as ciladas do demônio. A Palavra pode ser justamente aplicada a ele: "Raça de malfeitores, preparai vossos filhos para o massacre por causa dos pecados do vosso pai". Joviniano, condenado pela autoridade da Igreja de Roma, entre a carne de faisão e a de porco, exalou, ou melhor, vomitou o seu espírito. E agora, este sustentador das tavernas do Calagurre, que conforme o nome de sua vila nativa é Quintiliano, estúpido ao invés de eloqüente, quer combinar água com vinho. Segundo a armadilha que ele há muito já conhece, tenta agora misturar seu veneno com a fé católica: ele agride a virgindade e odeia a castidade; se regozija com o mundano e prega contra o jejum dos santos; serve o filósofo em sua bandeja e se alivia com as doces melodias da salmodia enquanto lambe os lábios após comer seus bolos de queijo. Alías, não poderia ele dignar-se a ouvir as canções de Davi, Jeduth, Asaf e os filhos de Coré a não ser na mesa do banquete. Isto eu tenho dito com mais pesar que alegria, pois não posso me conter, tornando-me surdo ao ouvir as coisas erradas que ele atira contra os apostólos e mártires. 

São Jerônimo (340-420).

A virgindade perpétua de Maria.
São Jerônimo.
Tratado de São Jerônimo contra Helvídio.

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Este tratado surgiu por volta do ano 383 dC, quando Jerônimo e Helvídio se encontravam em Roma, no tempo do papa Dâmaso. As únicas informações contemporâneas que se conservam de Helvídio são estas, fornecidas por Jerônimo. A questão que trouxe este tratado à luz foi: teria a Mãe de Nosso Senhor permanecido virgem após o nascimento de seu Filho? Helvídio afirmava que os Evangelhos mencionando os "irmãos" e "irmãs" do Senhor provavam que Maria teria tido outros filhos, baseando sua opinião nos escritos de Tertuliano e Vitorino. A conclusão deste ponto de vista é que a virgindade se situa numa posição inferior ao casamento. Jerônimo defende o outro lado, mantendo três proposições contra Helvídio:José era o suposto marido de Maria, mas não o era de fato;Os "irmãos" do Senhor eram seus primos (parentes), não irmãos de verdade; eA virgindade é superior ao estado de casado.A primeira proposição ocupa os capítulos 3 a 8. Baseia-se no registro de Mt 1,18-25, especialmente nas palavras: "antes que coabitassem" (cap. 4) e "não a conheceu até que" (caps. 5-8). A segunda, gira em torno da expressão: "filho primogênito" (caps. 9-10), que Jerônimo afirma ser aplicável não apenas ao primeiro de uma série de vários filhos, mas também ao filho único. Quanto à menção dos irmãos e irmãs de Jesus, Jerônimo garante serem filhos de outra Maria, esposa de Cléofas ou Clopas (caps. 11-16); para fundamentar sua posição, cita diversos escritores da Igreja (cap. 17). Na terceira e última parte, para sustentar a preferência da virgindade sobre o casamento, Jerônimo afirma que não apenas Maria mas também José mantiveram seu estado virginal (cap. 19); diz, também, que embora o casamento possa ser um estado santo, apresenta grandes obstáculos para a oração (cap. 20) e que o ensinamento da Escritura declara que o estado de virgindade e continência estão mais de acordo com o desejo de Deus do que o casamento (caps. 21-22). 
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A virgindade perpétua de Maria.
São Jerônimo.
Tratado de São Jerônimo contra Helvídio.

Capítulos I e II - IntroduçãoCapítulos III a VIII - José era o suposto marido de Maria; não era marido de fatoCapítulos IX a XVIII - Os "irmãos" do Senhor eram primos (parentes); não irmãos de fatoCapítulos XIX a XXIII - O estado virginal é superior ao estado matrimonialCapítulo XXIV - Conclusão 

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Parte I


Introdução » CAPÍTULO I Há algum tempo, recebi o pedido de alguns irmãos para responder a um panfleto escrito por um tal Helvídio. Demorei para fazê-lo, não porque fosse tarefa difícil defender a verdade e refutar um ignorante sem cultura, que dificilmente tomou contato com os primeiros graus do saber, mas porque fiquei preocupado em oferecer uma resposta digna, que desmoronasse os seus argumentos. Havia ainda a preocupação de que um discípulo confuso (o único sujeito do mundo que se considera clérigo e leigo; único também, como se diz, que pensa que a eloquência consiste na tagarelice, e que falar mal de alguém torna o testemunho de boa fé) poderia passar a blasfemar ainda mais, caso lhe fosse dada outra oportunidade para discutir. Ele, então, como se estivesse sobre um pedestal, passaria a espalhar suas opiniões em todos os lugares. Também temia que, quando caísse na realidade, passasse a atacar seus adversários de forma ainda mais ofensiva. Mas, mesmo que eu achasse justos todos esses motivos para guardar silêncio, muito mais justamente deixaram de me influenciar a partir do instante em que um escândalo foi instaurado entre os irmãos, que passaram a acreditar nesse falatório. O machado do Evangelho deve agora cortar pela raiz essa árvore estéril, e tanto ela quanto suas folhagens sem frutos devem ser atiradas no fogo, de tal maneira que Helvídio - que jamais aprendeu a falar - possa aprender, finalmente, a controlar a sua língua. » CAPÍTULO II Invoco o Espírito Santo para que Ele possa se expressar através da minha boca e, assim defenda a virgindade da bem-aventurada Maria. Invoco o Senhor Jesus para que proteja o santíssimo ventre no qual permaneceu por aproximadamente dez meses, sem quaisquer suspeitas de colaboração de natureza sexual. Rogo também a Deus Pai para que demonstre que a mãe de Seu Filho - que se tornou mãe antes de se casar - permaneceu Virgem ainda após o nascimento de seu Filho. Não desejamos entrar no campo da eloquência, nem usar de armadilhas lógicas ou dos subterfúgios de Aristóteles. Usaremos as reais palavras da Escritura; [Helvídio] será refutado pelas mesmas provas que empregou contra nós, para que possa ver que lhe foi possível ler conforme está escrito, e, ainda assim, foi incapaz de perceber a conclusão de uma fé sólida. 
Parte II

São Jerônimo (340-420).

Vida de Hilarião.
São Jerônimo.
Tradução:Carlos Martins Nabeto
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Por Vida de Hilarião
Vida de Hilarião - Parte II
Vida de Hilarião - Parte III
Vida de Hilarião - Parte IV
Vida de Hilarião - Parte V (Final)

Vida de Hilarião - Parte II

Por S. Jerônimo

Tradução: Carlos Martins Nabeto

Fonte: VE Multimedios

A JUVENTUDE DE HILARIÃO E SUA ASCESE

Uma rosa em meio aos gramáticos. Hilarião, nascido na aldeia de Tavata, situada a uns sete quilometros e meio de Gaza, cidade da Palestina, floresceu, segundo o provérbio, como uma rosa entre os espinhos, já que seus pais eram idólatras. Eles o enviaram para a Alexandria e o confiaram a um gramático; ali Hilarião, tendo em conta a sua idade, deu mostras do seu grande talento e bons costumes. Em pouco tempo, era amado por todos e chegou a ser bem versado na arte de falar. Porém, mais importante que tudo isto, é que acreditava no Senhor Jesus. Não se deleitava nas paixões do circo, nem no sangue da arena, nem na luxúria do teatro; todo seu afã era para participar das assembléias da Igreja.

São Jerônimo (340-420).

Ignorar as escrituras é ignorar a Cristo.
São Jerônimo.
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Cumpro o meu dever, obedecendo aos preceitos de Cristo, que diz: Examinai as Escrituras, e: Procurai e encontrareis, para que não tenha de ouvir o que foi dito aos judeus: Estais enganados, porque não conheceis as Escrituras nem o poder de Deus. Se, de facto, como diz o apóstolo Paulo, Cristo é o poder de Deus e a sabedoria de Deus, aquele que não conhece as Escrituras não conhece o poder de Deus nem a sua sabedoria. Ignorar as Escrituras é ignorar a Cristo.
Por isso quero imitar o pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e antigas, e também a esposa que diz no Cântico dos Cânticos: Guardei para ti, meu amado, frutos novos e antigos. Assim comentarei o livro de Isaías, apresentando o não apenas como profeta, mas também como evangelista e apóstolo. Ele próprio diz, referindo se a si e aos outros evangelistas: Como são belos, sobre os montes, os pés dos que anunciam boas novas, dos que anunciam a paz. E Deus fala lhe como a um apóstolo: A quem hei de enviar? Quem irá ter com este povo? E ele respondeu: Eis me aqui, enviai me.

Ninguém julgue que eu desejo explicar de modo completo, em tão poucas palavras, o conteúdo deste livro da Escritura, que abrange todos os mistérios do Senhor. Efectivamente, no livro de Isaías o Senhor é preanunciado como o Emanuel que nasceu da Virgem, como autor de prodígios e milagres, como morto, sepultado e ressuscitado de entre os mortos e como Salvador de todos os povos. Que dizer da sua doutrina sobre física, ética e lógica? Este livro é como um compêndio de todas as Escrituras e contém em si tudo o que a língua humana pode exprimir e a inteligência dos mortais pode compreender. Da profundidade dos seus mistérios dá testemunho o próprio autor quando escreve: Para vós toda a visão será como as palavras de um livro selado. Se se dá a quem sabe ler, dizendo: «Lê o por favor», ele responde: «Não posso, porque está selado». E se se dá a quem não sabe ler, dizendo: «Lê o por favor», ele responde: «Não sei ler».
E se parece débil a alguém esta reflexão, oiça o que diz o Apóstolo: As aspirações dos profetas sejam submetidas aos profetas, de modo que tenham possibilidade de falar ou de se calar. Portanto, os Profetas compreendiam o que diziam e por isso todas as suas palavras estão cheias de sabedoria e de sentido. Aos seus ouvidos não chegavam apenas as vibrações da voz; Deus falava ao seu espírito, como diz outro profeta: O Anjo falava em mim; e também: Clama nos nossos corações: Abba, Pai; e ainda: Escutarei o que diz o Senhor.

São Jerônimo (340-420).

Carta ao Papa Dâmaso.
São Jerônimo.
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São Jerônimo, a pedido do Papa Dâmaso, traduziu do grego para o latim a Bíblia que se chamou a Vulgata Latina. Que é a Bíblia para nós, o povo, e serve de referência para as traduções das outras.
 São Jerônimo escreveu ao Papa Dâmaso, a respeito da tradução.




















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Carta ao Papa Dâmaso.
São Jerônimo.

"Da velha Obra me obrigais a fazer nova Obra. Quereis que, de alguma sorte, me coloque como árbitro entre os exemplares das Escrituras que estão dispersos por todo mundo, e, como diferem entre si, que eu distinga os que estão de acordo com o verdadeiro Texto Grego. É um piedoso trabalho, mas é também um perigoso arrojo, da parte de quem deve ser por todos julgado, julgar ele mesmo os outros, querer mudar a língua de um velho e conduzir à infância o mundo já envelhecido.

Qual, de fato, o sábio e mesmo o ignorante que, desde que tiver nas mãos um exemplar (novo), depois de o haver percorrido apenas uma vez, vendo que se acha em desacordo com o que está habituado a ler, não se ponha imediatamente a clamar que eu sou um “sacrílego”, um falsário, porque terei tido a audácia de acrescentar, substituir e corrigir alguma coisa nos antigos Livros?

Um duplo motivo me consola dessa acusação : O primeiro é que Vós, que sois o Soberano Pontíficie, me ordenais que o faça ; O segundo é que a verdade não poderia existir em coisas que divergem, mesmo quando tivessem elas por si a aprovação dos maus."